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Vaticano: Assembleia das Pontifícias Obras Missionárias
6 de Maio de 2014

No discurso de abertura dos trabalhos da Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias (POM), que se realiza em Roma entre 5 e 10 de Maio, o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, afirmou que “a evangelização neste período de enormes transformações sociais requer uma Igreja transformada, uma Igreja missionária em saída... porque a ação missionária é o paradigma de toda obra da Igreja”.

 

“Se as Pontifícias Obras não perseverassem em manter cuidadosamente sua dimensão universal católica, colocariam em risco não apenas a sua sobrevivência, mas o serviço a todas as Igrejas missionárias”, referiu.

 

O cardeal recordou que “neste primeiro ano de serviço pastoral como Bispo de Roma, Papa Francisco imprimiu na Igreja um grande impulso missionário” com numerosos gestos e a publicação de dois importantes documentos: Lumen Fidei e Evangelii Gaudium.

 

Em seguida, o Cardeal Prefeito se deteve sobre o papel das POM no novo cenário eclesiológico, relevando que, depois do Concílio Vaticano II, as POM “redefiniram sua colocação, justamente para se adequar à redescoberta do protagonismo das Igrejas locais. Agora, elas são chamadas a dar sua contribuição específica, criando ou amadurecendo suas Igrejas, mesmo se jovens, como sujeitos responsáveis da evangelização”.

 

O Card. Filoni destacou ainda que as Pontifícias Obras também sofrem os efeitos da crise económico-financeira: “Devemos constatar uma progressiva redução das ofertas por parte dos fiéis das Igrejas de antiga fundação, enquanto se registra um modesto aumento nas jovens Igrejas da África e da Ásia”. Para o Prefeito do Dicastério Missionário, os motivos não são apenas económicos, mas talvez também de uma certa “desafeição do Povo de Deus em relação ao mundo missionário”. “Trata-se de rever a nossa atividade de animação, que deve falar ao coração do Povo de Deus, indicando a beleza da participação no serviço missionário – afirmou o Cardeal. A cooperação missionária não se pode basear exclusivamente na coleta de ofertas. As Pontifícias Obras Missionárias são carismáticas, ou seja, têm sua eficácia na força do Espírito Santo. A apropriação da fé, para doá-la, a oração pelas missões e o sacrifício são elementos necessários para a eficiência da obra da evangelização”.

 

Nas pegadas do Apóstolo Paulo e da primeira comunidade apostólica, “é necessário sair de nossas sedes e irmos às periferias, como costuma dizer o Papa Francisco. É importante estar presentes nos organismos diocesanos, em paróquias e institutos e congregações religiosas. É preciso atrair os fiéis para a participação ativa na obra das missões em congressos diocesanos e nacionais”, exortou o Cardeal Prefeito, confiando “todo o nosso trabalho à Rainha das Missões”.



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