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Mundo: Indignação com sequestro de raparigas na Nigéria
8 de Maio de 2014

A comunidade internacional tem manifestado sua indignação contra o grupo islamita nigeriano Boko Haram, que sequestrou mais de 200 meninas há três semanas e ameaça vendê-las como escravas.

 

Num vídeo divulgado na segunda-feira, 5 de Maio, Abubakar Shekau, líder do grupo que matou milhares de pessoas desde o início de sua rebelião, há cinco anos, reivindicou o sequestro das estudantes, ocorrido no dia 14 de Abril no distrito de Chibok, no estado de Borno (nordeste).

 

No vídeo, Shekau declarou: "Por Alá que as venderei no mercado", acrescentando que o Boko Haram as considera como escravas.

 

O crime tem chamado a atenção mundial, em especial da ONU, dos Estados Unidos, Europa e muitos outros países e organizações.

 

“Só se pode condenar uma e outra vez o rapto de mais de 200 estudantes pelo grupo extremista Boko Haran. Sem contar o facto de que mais raparigas continuam a ser sequestradas, supostamente pelo mesmo grupo. Isso não pode se tornar um negócio comum”, afirmou Andris Piebalgs, membro da Comissão Europeia.

 

“No âmbito da Parceria Global para a Educação, evento a ter lugar em Bruxelas, no próximo mês, não hesitaremos em fazer com que isto (a indignação da Comissão Europeia) seja ouvida em alto e bom som. A União Europeia vai, naturalmente, ficar com o povo e do governo da Nigéria na luta contra o terrorismo e a violência. Os responsáveis ​​devem ser levados à justiça” concluiu o representante europeu.

 

"Não podemos fechar os olhos diante da evidência da barbaridade que está ocorrendo diante de nós na Nigéria", declarou esta semana a senadora democrata norte-americana Amu Klobuchar.

 

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, declarou que Londres está a oferecer à Nigéria ajuda prática para a libertação das raparigas.

 

Com um tom mais ousado, a ONU avisou o grupo islamita de que o sequestro poderia ser um crime contra a humanidade: “A legislação internacional proíbe absolutamente a escravidão, seja sexual ou não. Estes actos podem constituir, sob certas circunstâncias, um crime contra a humanidade", declarou Rupert Colville, porta-voz da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

 

O grupo islamita sequestrou 276 adolescentes estudantes em Chibok. 223 raparigas continuam em cativeiro, enquanto outras 53 conseguiram fugir.



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