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África: 12 mil refugiados sul-sudaneses chegam à Etiópia
7 de Maio de 2014

Cerca de 12.000 sul-sudaneses fugiram nas últimas 72 horas à vizinha Etiópia para escapar da guerra que provoca estragos no seu país, anunciou a ONU em Genebra.

 

Segundo Adrian Edwards, porta-voz do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), o êxodo começou após o anúncio de que as forças governamentais sul-sudanesas tomaram o controlo da localidade de Nasir, quartel-general dos rebeldes.

              

Os refugiados da etnia nuer, à qual pertence o ex-vice-presidente Riek Machar, convertido em chefe da rebelião desde meados de Dezembro, cruzaram o rio Baro, que marca a fronteira entre Sudão do Sul e Etiópia.

              

"Os refugiados disseram-nos que havia ainda mais gente nas estradas, e que muitos esperavam no lado sul-sudanês para poder cruzar o rio", declarou Adrian Edwards.

              

As agências humanitárias estão a tentar levar ajuda à região para socorrer os refugiados, alguns dos quais estão feridos.

              

Está a ser construído um novo acampamento de acolhida para 30.000 pessoas. Já existe um com capacidade para receber 40.000.

              

"A imensa maioria dos que chegam continuam a ser mulheres e crianças, mas cada vez há mais homens entre os refugiados", acrescentou Edwards.

              

Mais de 100.000 refugiados provenientes do Sudão do Sul passaram pela Etiópia desde o início da guerra, no dia 15 de Dezembro de 2013.

              

Além disso, 205.000 sul-sudaneses refugiaram-se no Uganda, Sudão e Quénia, e 923.000 precisaram se deslocar dentro do país.

              

Os combates, entre o exército leal ao presidente Salva Kiir e os rebeldes de Riek Machar, começaram no dia 15 de Dezembro em Juba, a capital do Sudão do Sul, e se estenderam ao resto do país.



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