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Mundo: 6,6 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram em 2012
30 de Janeiro de 2014

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que cerca de 6,6 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram em 2012, a maioria de causas evitáveis. O relatório anual sobre «A Situação Mundial da Infância em Números 2014» foi publicado nesta quinta-feira, 30 de Janeiro. Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), estas mortes constituem uma «violação do direito fundamental das crianças à sobrevivência e ao desenvolvimento».

 

Entre as principais violações, o relatório revela ainda que 15 por cento das crianças do mundo são colocadas a fazer trabalho que «compromete o seu direito à protecção contra a exploração económica e infringe o direito de aprender e de brincar que lhes assiste». Outro exemplo de violação dos direitos das crianças é os 11 por cento de raparigas que casam antes dos 15 anos, afectando o seu acesso à saúde, educação e protecção.

 

A Guiné-Bissau é o país lusófono com a maior taxa de trabalho infantil: 38 por cento das crianças guineenses entre os 5 e os 14 anos trabalham. Timor-Leste (28 por cento) e Angola (24 por cento) são os outros lusófonos onde esta violação mais acontece.

 

Quanto ao casamento infantil, Moçambique lidera a tabela dos países onde se fala português, com 14 por cento das crianças a casarem-se antes dos 15 anos. Quase um quarto dos menores moçambicanos (22 por cento) trabalha.

 

No Brasil, 9 por cento das crianças trabalham e 11 por cento casam-se muito jovens. Em São Tomé e Príncipe, as taxas baixam para 8 por cento e 5 por cento, respectivamente. Em Cabo Verde e Portugal, o trabalho infantil ainda prevalece para três por cento da população infantil.

 

Quanto à mortalidade de crianças com menos de cinco anos, Angola é o segundo país do mundo, com 164 casos em cada 1000, apenas suplantado pela Serra Leoa. Seguem-se a Guiné-Bissau (6.º lugar), Moçambique (22.º), Timor (48.º), São Tomé (50.º), Cabo Verde (88.º) e Brasil (120.º). Quase no final da tabela surge Portugal, em 170.º do ranking mundial.

 

Por outro lado, o documento refere «progressos notáveis», em particular após a assinatura da Convenção sobre os Direitos da Criança em 1989 e a definição dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, em 2015.

 

«Cerca de 90 milhões de crianças, que teriam morrido antes dos cinco anos se as taxas de mortalidade infantil se tivessem mantido nos níveis de 1990, sobreviveram. Em larga medida, graças aos progressos na prestação de serviços de imunização, saúde, e água e saneamento», refere o UNICEF.



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