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Brasil: Comunidade afectada pela mineração cria site
3 de Março de 2014

O caso alarmante da comunidade de Piquiá de Baixo, no Brasil, volta a despertar a atenção do mundo. Piquiá de Baixo é um bairro industrial do município de Açailândia, no estado pré-amazônico do Maranhão, onde há mais de duas décadas famílias inteiras sobrevivem em meio a cinco indústrias de ferro-gusa e às operações da gigante da extração de minério de ferro: a companhia Vale S.A. A comunidade, de cerca 350 famílias, busca há vários anos o reassentamento numa área livre de poluição.

 

Piquiá de Baixo, impactada pela mineração, cria site para tornar visível a sua luta.

 

O caso de Piquiá de Baixo despertou a atenção de organizações de defesa dos direitos humanos em outros estados do Brasil e de outros países. Já foi objeto de estudo da Federação Internacional dos Direitos Humanos em parceria com as organizações Justiça Global e Rede Justiça nos Trilhos, que resultou em um relatório publicado em maio de 2011 denunciando os impactos sofridos pela comunidade. Uma campanha realizada pela Aliança Internacional de Habitantes ganhou o apoio de pessoas de mais de 60 países diferentes.

 

A comunidade de Piquiá de Baixo está a construir alianças e intercâmbios com outras comunidades vítimas da poluição provocada pelo ciclo de mineração e siderurgia: Santa Cruz-RJ no Brasil, Taranto na Itália e El Hatillo na Colômbia.

 

A solidariedade internacional é muito importante para a luta comunitária e para a afirmação do direito à moradia e a uma vida digna.

 

Para manter vivo o apoio nacional e internacional e buscar novas parcerias, foi criado um site que reúne informações sobre conflitos e resistências em Piquiá de Baixo. Trata-se de uma iniciativa da Associação Comunitária dos Moradores de Piquiá, Rede Justiça nos Trilhos e Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmem Bascarán de Açailândia.

 

Para além de um banco de dados, o site se propõe a ser um espaço que incentive as discussões e reflexões acerca do direito à moradia e questões socioambientais.

 

A sessão “Internacional” é destinada ao público que desde outros países acompanha e apoia essa comunidade impactada. O site apresenta um acervo de informações nas seguintes línguas: inglês, espanhol, italiano e francês.

 

A partir desse momento, os moradores de Piquiá querem romper com as barreiras geográficas, divulgando amplamente a sua causa e solicitando a solidariedade internacional.

 

Rede Justiça nos Trilhos



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