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Rep. Centro-Africana: 15 mil pessoas em “risco elevado” de ataque
26 de Fevereiro de 2014

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu na terça –feira, 25 de Fevereiro, um reforço de segurança para proteger mais de 15.000 pessoas que correm um "risco muito elevado" de serem atacadas na República Centro-Africana (RCA).

 

"Estas populações correm um risco muito elevado de ataque e precisam urgentemente de uma melhor segurança", disse o porta-voz da agência da ONU Adrian Edwards.

 

A população em causa, na maioria muçulmanos, encontra-se distribuída por 18 locais no noroeste e sudoeste da RCA, que estão cercados por grupos armados, sobretudo de milicianos "anti -balaka", maioritariamente cristãos.  

 

"As áreas que mais nos preocupam incluem a zona PK12 em Bangui e as cidades de Boda, Bouar e Bossangoa", indicou Edwards.   

 

A RCA mergulhou no caos desde que em Março de 2013 a coligação Seleka, de maioria muçulmana, derrubou o governo do país maioritariamente cristão, desencadeando uma espiral de violência sectária, com um balanço de milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.

 

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu na passada semana um reforço urgente da presença internacional na RCA de pelo menos 3.000 soldados e policiais, para travar a catástrofe que se vive no país.

 

Para o secretário-geral da ONU, o reforço de efectivos devia ser concretizado "nos próximos dias e semanas" para apoiar as tropas francesas e africanas no terreno, que considerou serem insuficientes para responder à situação.

 

A missão da União Africana na RCA, a Misca, conta com cerca de 5.500 homens, que são apoiados pelos 1.600 militares franceses da operação Sangaris.



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