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Síria: Nove milhões de refugiados
18 de Março de 2014

É (como ser fosse) um Portugal inteiro de pessoas obrigadas a abandonar as suas casas. Não na ponta da Europa, mas na Síria, país que está agora no primeiro lugar do ranking de deslocados internos e refugiados, de acordo com dados divulgados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

 

"É inconcebível que uma catástrofe humanitária com esta dimensão esteja a desenrolar-se diante dos nossos olhos sem que haja um progresso significativo para parar" com a guerra, alerta o Director do ACNUR, António Guterres, quando o conflito sírio celebra o terceiro ano do seu início.

 

Nove milhões de pessoas obrigadas a abandonar casas, móveis, brinquedos, aconchego, segurança, memórias. Há 2,5 milhões que estão registados como refugiados nos países vizinhos (ou aguardam ainda para fazerem o registo formal). Os outros, 6,5 milhões, são o que tecnicamente se designa por “deslocados internos”. Deambulam pelo país à procura de um local menos inseguro e onde o acesso à comida seja um pouco mais fácil.

 

"Não se devem poupar esforços para encontrar a paz. Nem para aliviar o sofrimento de pessoas inocentes apanhadas no conflito e forçadas a deixar suas casas, comunidades, empregos e escolas", acrescenta António Guterres. Segundo o ACNUR, pelo menos metade dos deslocados são crianças.



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