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Rep. Centro-Africana: Igreja Católica é única instituição que ainda funciona
9 de Abril de 2014

Após visita a República Centro-Africana, arcebispo camaronês declara que «o Estado não existe” e que “única instituição que funciona no país é a Igeja Católica”.

 

De acordo com Dom Samuel Kleda, Arcebispo de Douala e Presidente da Conferência Episcopal dos Camarões, “os desabrigados vivem em paróquias católicas” e “o país vive ainda no caos desde a expulsão dos rebeldes Seleka e as violências cometidas pelas milícias anti-balaka”.

 

Com a sua visita a Bangui, Dom Kleda quis demonstrar solidariedade aos irmãos da República Centro-Africana. “Levei os frutos das coletas especiais realizadas nas paróquias de Camarões para permitir aos cristãos e aos pastores irem ao encontro das exigências de milhares de desalojados acolhidos em estruturas católicas”.

 

Segundo Dom Kleda “é muito perigoso falar de guerra confessional na República Centro-Africana”. Com efeito, o país não está diante de uma guerra de religião (não há, por exemplo, casos de conversão forçada), mas de uma guerra predatória, conduzida primeiramente pelos rebeldes Seleka (dos quais Dom Kleda diz: “não creio que sejam muçulmanos devotos”), e agora, das milícias anti-balaka (“não creio que são devotos cristãos, já que usam amuletos para se proteger de projécteis”, diz Dom Kleda). “Afirmar simplesmente que na República Centro-africana existe um grupo de cristãos em luta contra um grupo de muçulmanos é muito perigoso e pode contribuir para dividir o país e criar problemas na região”, conclui o Arcebispo.



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