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Rep. Centro-Africana: Arcebispo afirma que “não é cristão quem mata e expulsa o próprio irmão”
14 de Fevereiro de 2014

Para o Arcebispo de Bangui, capital da República Centro-Africana, “aqueles que se dizem cristãos e pertencem aos ‘anti-balaka’ não devem acreditar ser coerentes com sua fé. Não se pode dizer ser cristão e depois matar seu irmão, queimá-lo, aniquilá-lo. Não se pode dizer que é cristão e expulsar o próprio irmão”.

 

Dom Dieudonné Nzapalainga ainda condenou as ações das milícias anti-balaka, com frequência descritas como “cristãs”, responsáveis por violências contra os muçulmanos, que obrigaram milhares de pessoas a fugir.

 

Dom Nzapalainga recorda ter escrito uma carta na qual “condena as violências e o recurso à força para tomar o poder” e aqueles que “manipulam os jovens” para fins políticos.

 

O arcebispo de Bangui manifestou também a sua preocupação pela onda de violência que se vive na República Centro-Africana, temendo que possa vir a ocorrer “um verdadeiro genocídio”.

 

Amnesty International denunciou a “limpeza étnica” em andamento em especial no oeste do país contra as comunidades muçulmanas, compostas por centro-africanos e por imigrantes provenientes de outros países africanos (Chade, em especial, mas também por estados mais distantes, como a Mauritânia).



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