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Egipto: EUA pedem anulação de quase 700 condenações à morte
29 de Abril de 2014

A Casa Branca denunciou energicamente as condenações à morte impostas pela justiça egípcia a 683 supostos islamitas próximos ao ex-presidente Mohamed Morsi e pediu que fossem anuladas à semelhança de outras penas anunciadas em Março.

 

"O veredicto de hoje, assim como o do mês passado, constitui um desafio às regras mais elementares da justiça internacional", afirmou segunda-feira Jay Carmey, porta-voz da Presidência americana, num comunicado no qual também evocou um "precedente perigoso".

              

Carney assegurou que os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a contínua utilização dos processos e condenações em massa no Egipto, particularmente com a condenação à morte de 683 acusados hoje".

 

"Esse veredicto é completamente incompatível com as obrigações do Egipto em relação aos direitos humanos", acrescentou o comunicado. "Os dirigentes egípcios devem assumir uma posição contra essas medidas irracionais (...) e reconhecer que a repressão aos protestos pacíficos só servirá para alimentar a instabilidade e a radicalização que o Egipto diz impedir", prosseguiu.

 

"Pedimos que o governo egípcio ponha fim aos julgamentos em massa, anule as condenações (de segunda-feira) e as anteriores, e que faça o necessário para que os cidadãos tenham um julgamento justo", diz o texto.

 

Entre os 683 condenados nesta segunda está o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie.

 

O tribunal que determinou a pena é o mesmo que comutou para prisão perpétua 492 das 529 penas de morte determinadas em Março, também contra seguidores de Morsi.



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