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Mundo: 14,5 milhões de pessoas vêem-se obrigadas a abandonar seus países
20 de Janeiro de 2014

“Toda pessoa pertence à humanidade e compartilha com a família humana inteira dos povos a esperança em um futuro melhor”. Desta constatação surge o lema “Migrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor”, que o Papa Francisco escolheu para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado deste ano, que a Igreja celebrou no domingo, 19 de janeiro.

 

Como recorda o Papa em sua mensagem para este dia, “migrantes e refugiados não são peões sobre o tabuleiro da humanidade; são crianças, mulheres e homens que abandonam ou são obrigados a abandonar suas casas por muitas razões”.

 

A Igreja, assinala Francisco, tem a obrigação de acompanhá-los no seu caminho, compreender as causas dos movimentos migratórios – violência, miséria, perseguição – e, sobretudo, trabalhar para acabar com a recusa, exclusão e marginalidade que muitas vezes sofrem nas comunidades de trânsito e destino. Trata-se, em suma, de passar de uma “cultura do rechaço” dos migrantes, dos refugiados e dos que pedem asilo, a uma “cultura do encontro”.

 

A Cáritas Espanhola, como membro da Igreja, soma-se a este apelo do Papa Francisco e denuncia a tragédia vivida pelos 14,5 milhões de pessoas que se viram obrigadas a abandonar seus lares e buscar refúgio em outros países, assim como os 28,8 milhões de deslocados internos dentro das fronteiras de seus próprios estados e o milhão de pessoas que pediu asilo em todo o mundo.

 

A principal causa destes movimentos forçados de população segue sendo os conflitos armados em países como Síria, Afeganistão, Iraque, República Centro-Africana, Colômbia ou Sudão.

 

Por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, a Cáritas Europa divulgou uma nota na qual recorda “aos responsáveis europeus que a migração necessita de um enfoque europeu que coloque a dignidade da pessoa no centro, em conformidade com a carta da União Europeia sobre os direitos fundamentais e de todas as normas internacionais que os Estados membros ratificaram durante os últimos 50 anos”.

 

À luz da palavra do Papa Francisco, a Cáritas Europa insta em sua declaração “todos os órgãos decisórios da Europa a assegurar que a solidariedade entre os Estados membros, assim como entre a Europa e o resto do mundo, chegue a ser algo mais que apenas palavras no papel, como é a triste realidade atual”.

 

Finalmente, a Cáritas Europa assinala que durante o período 2014-2015 centrará seu trabalho no campo das migrações sobre a proteção da dignidade humana e os direitos humanos dos migrantes e solicitantes de asilo.



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