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Mundo: Dia da Memória das Vítimas do Holocausto
27 de Janeiro de 2014

Celebra-se nesta segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Data é lembrada no Vaticano e ONU alerta para o perigo da discriminação.

 

O Vaticano assinala esta data com a leitura de uma carta escrita pelo Papa Francisco e enviada ao rabino argentino Abraham Skorka, seu amigo, onde o papa recorda a perseguição aos judeus durante a II Guerra Mundial (1939-1945) como uma “vergonha para a humanidade”.

 

“Que a memória do Holocausto ajude a que nunca mais se repitam tais horrores”, escreveu o Santo Padre.

 

A chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, alerta em sua mensagem para o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto para os perigos da discriminação racial, afirmando que o Holocausto é um forte lembrete da discriminação e intolerância, e de quão poderoso e mortal o incitamento ao ódio racial pode ser.

 

“Todo ano, em 27 de janeiro, nós reservamos um momento para lembrar das vítimas do Holocausto e refletir sobre como ele surgiu e como o mundo como um todo falhou para impedi-lo”, declarou Pillay, ressaltado que este genocídio deve “tornar-nos mais conscientes da importância de reagir rapidamente e com firmeza a manifestações de discriminação, hostilidade ou violência contra indivíduos e comunidades inteiras, onde quer que ocorram”.

 

A chefe de direitos humanos da ONU atentou para o facto de que mesmo após toda a brutalidade do Holocausto ter sido exposta, o ódio e a perseguição racial voltaram a consumir outros países, pessoas e sociedades. Os campos da morte do Camboja, as florestas de Srebrenica e as colinas de Ruanda são exemplos de como a intolerância religiosa, racial e étnica podem destruir uma nação.

 

“Ainda hoje, em muitos lugares em todo o mundo, as pessoas são perseguidas ou discriminadas por causa de sua raça, religião, origem, orientação sexual ou opiniões políticas, e em países como a Síria, a República Centro-Africana e o Sudão do Sul, as pessoas ainda estão sendo mutiladas e assassinadas por causa do grupo ao qual pertencem”.

 

“Precisamos parar de fechar os olhos para os sinais de alerta de violações graves dos direitos humanos quando e onde quer que apareçam”, reiterou Pillay.

 

Ela acrescentou que “pelo menos isto nós podemos fazer para honrar aqueles milhões que foram assassinados em massa por seus companheiros seres humanos que tentaram justificar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio com filosofias políticas inspiradas no ódio e na propaganda. Nós também devemos estar conscientes de que as sementes de tal ódio são muitas vezes semeadas tanto em tempos de paz, como em tempos de guerra”.



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