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Mali: 45 aldeias abandonam prática de excisão
5 de Março de 2014

Quarenta e cinco aldeias malianas decidiram abandonar a prática da excisão. A decisão vem expressa numa convenção assinada pelos administradores das mesmas aldeias e pelo Ministério maliano da Promoção da Família, Mulher e Criança, na presença da ministra francesa dos Direitos das Mulheres, Najat Vallaud-Belcacem.

 

Essas aldeias dependem das zonas de intervenção da Organização não Governamental (ONG) Plan-Mali com a qual já assinaram uma convenção similar.

 

Nos últimos anos, a ONG empreendeu na zona várias acções de advocacia, sensibilização e informação sobre os prejuízos da excisão, uma prática nociva às mulheres em geral e às raparigas em particular.

 

Desde os anos 1990, a Plan-Mali, filial da ONG Plan International, fez da luta contra a excisão o seu cavalo de batalha, considerando o fenómeno como uma violação dos direitos e da dignidade das meninas e das mulheres, segundo a sua directora, Fadima Alainchar.

 

No Mali, a taxa desta prática, que ronda os 80 por cento, continua muito elevada, apesar das acções de sensibilização empreendidas pelas autoridades competentes e por actores da sociedade civil.



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