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Nigéria: Mais de 500 católicos assassinados em menos de cinco anos
12 de Março de 2014

Mais de 500 católicos assassinados e 20 igrejas e casas paroquiais destruídas em ataques da seita Boko Haram no nordeste da Nigéria desde 2009. Estes números foram apresentados pelo Catholic News Service of Nigeria, a agência de notícias da Conferência Episcopal da Nigéria, assinado por Dom Oliver Dashe Doeme, Bispo de Maiduguri, capital do Estado de Borno.

 

Dom Doeme afirma que na raiz das ações de Boko Haram, que também mata por motivos religiosos, está a corrupção: “A corrupção é o problema número um do país. O crescimento da seita Boko Haram é um produto da corrupção. O Governo Federal deve combatê-la com força. É triste ver poucas pessoas sentadas sobre bilhões de nairas (a moeda local). Os jovens envolvidos nas atividades da Boko Haram podem se distanciar da seita se tiverem uma oportunidade de fazê-lo”.

 

Em uma entrevista em 2011, Dom Doeme havia denunciado as conivências de alguns políticos locais com Boko Haram: “O envolvimento de alguns políticos na seita é relevante desde a sua fundação. No início, era um grupo criado para defender os interesses de certos políticos. Em seguida, transformou-se em uma seita violenta mas as conexões políticas sempre permaneceram”. O facto de que Boko Haram também atinge a comunidade muçulmana local é uma indicação de que a seita tem anseios políticos, para além da etiqueta religiosa atribuída às suas ações.

 

Nos últimos anos nasceu dentro da seita Boko Haram uma facção, Ansaru, que parece seguir uma agenda internacional e ter ligações com outras formações jihadistas africanas, como AQMI (Al Qaeda no Magreb Islâmico).



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