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Vaticano: Francisco encoraja a Igreja em Ruanda
3 de Abril de 2014

Doze bispos ruandeses estão em Roma para visita ad Limina Apostolorum e na manhã desta quinta-feira, foram recebidos pelo Papa Francisco no Vaticano.

 

No vigésimo aniversário do início do genocídio que causou sofrimento e deixou feridas que ainda estão longe de ser fechadas, o Papa quis “unir-se de coração a este luto e assegurar-lhes suas orações a todos os ruandeses, independentemente da religião, pertença étnica ou política”.

 

Francisco encorajou a Igreja local a perseverar no compromisso da reconciliação, prioritário para a Igreja. O caminho é longo e requer paciência, diálogo e respeito mútuo. “Devemos lembrar que somente unidos no amor podemos converter profundamente os corações. Neste contexto de reconciliação nacional, também é necessário reforçar as relações de confiança entre a Igreja e o Estado”.

 

Ruanda e Santa Sé celebram a 6 de junho o quinquagésimo aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas, o que pode ser uma oportunidade para lembrar os frutos benéficos destas relações em benefício do povo ruandês.

 

Ressaltando a valiosa contribuição da Igreja para o bem comum nas áreas da educação e saúde, o Papa se congratulou com as pessoas de boa vontade que se dedicam a todas as vítimas de guerra na alma ou no corpo, especialmente viúvas, órfãos e idosos, os doentes e as crianças.

 

Prosseguindo o discurso, o Pontífice deu destaque ao papel da Igreja na educação e no ensino dos valores do Evangelho, que será para eles ‘uma bússola’ que indica o caminho para serem membros ativos e generosos da sociedade. “Para isso, é necessário fortalecer a Universidade e as escolas públicas e católicas, vinculando a missão educativa e o anúncio do Evangelho", frisou.

 

Passando ao papel dos leigos nesta missão, Francisco disse que eles "têm um papel crucial e agradeceu os catequistas por seu empenho, generoso e perseverante. Eles estão fortemente envolvidos na vida de Comunidades Eclesiais de Base, movimentos, escolas, instituições de caridade e em várias áreas da vida social".

 

Para o Papa, um cuidado especial deve ser dedicado também às famílias, muitas das quais foram dilaceradas e estão se recompondo.

 

Por fim, ele agradeceu os sacerdotes que se dão generosamente no ministério, exortando-os a melhorar constantemente a formação humana, intelectual e espiritual dos seminaristas.



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