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Portugal: Bebida recorda o sabor do trabalho infantil
31 de Março de 2014

A organização InSpirit lançou, em parceria com a agência portuguesa BAR, uma campanha contra o trabalho infantil nos campos de cacau na Costa de Marfim. O vídeo tem o intuito de mostrar como é “amarga” a vida dos jovens que cultivam o fruto do chocolate e, assim, angariar 15 mil euros para a construção de cinco escolas em Marandallah.

 

O vídeo mostra várias pessoas a provar uma suposta nova bebida num centro comercial em Lisboa. “Criámos uma marca de chocolate quente fictícia: o Cacau Inspirit, que é ultra-amargo. Absolutamente intragável”, explica João Gomes, um dos criativos da BAR. Quando bebem o líquido, as pessoas têm uma reacção muito negativa uma vez que a bebida é propositadamente amarga.

 

Uma quantidade significativa das crianças na Costa do Marfim não vão à escola porque trabalham nas plantações de cacau. Para comunicar essa realidade, a BAR criou um conceito de campanha baseado na mensagem "o que cá é doce para as crianças da Costa do Marfim é amargo". Ou seja, o chocolate. Realizada em parceria com a produtora de publicidade Krypton, a campanha recorreu à utilização de câmaras ocultas. Após as filmagens, todos participantes foram informados sobre a estratégia e os objectivos da campanha.

 

A InSpirit é uma organização não governamental que congrega os agentes locais, voluntários internacionais e os Missionários da Consolata (um instituto missionário fundado na Itália em 1901, que acolhe sacerdotes e leigos e que estão em Portugal desde 1943). A parceria com a BAR surgiu porque um dos padres dos Missionários da Consolata conhecia um dos sócios da agência criativa em Lisboa.

 

Além do apoio financeiro para a construção das escolas, a InSpirit pretende recrutar voluntários para diversas missões. Dado o cariz religioso desta organização, esta campanha tem também como objectivo atrair colaboradores não necessariamente católicos. A escolha da Costa do Marfim deve-se à presença neste país de um dos missionários, João Nascimento, e também por ser um país que saiu recentemente da guerra, em condições humanas difíceis. Cerca de 80 por cento das crianças trabalham nos campos e, como consequência, perdem muitas vezes o acesso à educação.

 

Este ano o foco está na Costa do Marfim mas as acções da InSpirit estão presentes também no Quénia, Tanzânia, Etiópia, Moçambique, África do Sul, República Democrática do Congo, e Angola; na América: Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, México, Estados Unidos e Canadá; na Ásia: Taiwan, Mongólia e Coreia do Sul; na Europa: Portugal, Espanha, Inglaterra, Itália e Polónia.



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