Página Inicial







Santa Sé: Apoio à luta contra comércio de marfim
25 de Janeiro de 2013

Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirma que jamais ouviu ou leu uma palavra que encorajasse o uso do marfim para objetos de devoção.

 

«Nunca houve um encorajamento por parte da Igreja para usar o marfim, do mesmo modo como não existe qualquer organização promovida ou encorajada pela Igreja Católica para o comércio ou a importação do marfim. Além disso, acrescentou, não há nenhuma loja dentro do Estado do Vaticano que venda objetos em marfim aos fiéis ou aos peregrinos», referiu o Padre Federico Lombardi.

 

A declaração está numa carta divulgada pela Santa Sé, datada de 22 de janeiro, com a qual responde a uma reportagem da revista «National geographic» ("Ivory worship", outubro de 2012) sobre o uso religioso do marfim.

 

O padre Lombardi garante ainda que o Papa não oferece aos seus hóspedes objetos em marfim e raramente os recebe e, neste caso, nunca se tratam de objetos religiosos.

 

«De qualquer modo, estamos absolutamente convencidos de que o massacre dos elefantes seja um caso gravíssimo», escreve o sacerdote.

 

Padre Lombardi oferece a colaboração da Santa Sé, como por exemplo envolver o Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz, encarregado de estudar os problemas relacionados ao meio ambiente, como também a Rádio Vaticana, através de reportagens de aprofundamento sobre o tema.

 

«Os animais foram confiados aos seres humanos para serem valorizados e protegidos como um dom precioso recebido do Criador, e, portanto não devem ser destruídos nem tratados com violência e exploração, mas sim tratados com grande responsabilidade também pelas gerações futuras, que poderão continuar usufruindo desses bens essenciais e maravilhosos», declara Padre Lombardi, lembrando todavia que os animais não têm certamente o nível de dignidade do homem e, portanto, não desfrutam dos mesmos direitos das pessoas.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados