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Sudão do Sul: A crise instalou-se em Juba
30 de Janeiro de 2013

Crise económica, enfrentamentos por causa da posse de terras e gado, ataques de grupos rebeldes e rumores de planos golpistas, mas sempre desmentidos, o diretor da emissora católica «Radio Bakhita», Albino Tokwaro, descreve deste modo a situação na qual mais de trinta generais foram destituídos das suas funções, no exército sul-sudanês.

 

A nível oficial a explicação dada é que haviam chegado à idade de reforma e que os oficiais promovidos são todos jovens. À semelhança de ocasiões anteriores, o presidente Salva Kiir sentiu-se obrigado a esclarecer que as suas decisões não têm nada que ver com eventuais afastamentos de golpistas.

 

Albino Tokwaro, tem uma certeza, de que a grave situação por que passa o Sudão do Sul «é o bloqueio das exportações de petróleo devido à disputa com o Sudão, originou o esvaziamento dos cofres do estado e os empregados públicos começam a receber os salários às prestações». O problema é grave porque tanto o Sudão como o Sudão do Sul continuam com atitudes ambíguas em relação àquilo que dizem estar solucionado. Das receitas de estado do governo de Juba, 98 por cento dependem do petróleo.

 

A economia não é a única dificuldade do governo.

 

«Os enfrentamentos entre comunidades pelo controle dos recursos naturais e as incursões de grupos rebeldes, continuam em várias regiões do centro e norte do país», afirma o diretor da «Radio Bakhita».

 

Há quem diga que a destituição dos generais esteja relacionada com o avanço dos rebeldes do general revoltoso, Yau Yau, em Jonglei e com os desaires militares em outras zonas de crise no país.

 

Segundo o «New Sudan Vision», no ano passado o assassinato do periodista anti-governamental, foi um duro golpe para a imagem de democracia de fachada do regime de Salva Kiir.

 

Ding Chan Awuol foi assassinado nos arredores de Juba em circunstâncias por esclarecer, poucos dias depois de ter escrito um comentário em que apelava ao governo de Juba para não comprometer as relações com Cartum devido ao apoio que dá aos grupos rebeldes que operam na fronteira comum.

 

Depois do homicídio, o presidente Kiir viu-se na obrigação, perante a opinião pública, de prometer justiça. Foram, no entanto, presos alguns presumíveis implicados no assassínio. As detenções foram efetuadas com apoio de agentes norte-americanos do Federal Bureau of Investigation (FBI).



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