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Sudão: Escola comboniana aumenta número de alunos
25 de Outubro de 2012

Com a independência do Sudão do Sul e do êxodo de cristãos do norte para o sul, havia aqueles que achavam que a escola superior de Comboni no Sudão teria de fechar. Pelo contrário, este ano (2012), houve uma maior afluência de alunos.

 

«As inscrições para o Colégio Comboni de Ciência e Tecnologia em Cartum são muito mais do que no ano passado», disse o P. Joseph Puttinato, reitor do Colégio Universitário - Católico - na República do Sudão.

 

O Colégio Comboni de Ciência e Tecnologia (CCST), em Cartum, foi fundado pelos Missionários Combonianos em 2001 e oferece licenciaturas em Ciências da Computação, Literatura Inglesa e Educação e Ciências da Religião. Dois outros programas, Contabilidade e Administração Financeira, forma profissionais com diploma de Informação e Tecnologia (TI).

 

Também são oferecidos cursos de curta duração a adultos que queiram aprender Inglês, Italiano, Espanhol e os conceitos básicos de informática e informações.

 

O CCST goza de grande prestígio no país. De acordo com o reitor, Pe. Puttinato Giuseppe, um missionário italiano do Ceregnano, «o Colégio Universitário é aberto a todos, independentemente de raça ou religião, e é aprovado pelo Ministério do Ensino Superior do Sudão, que controla as qualificações dos professores e exames dos alunos, e endossa os certificados no final dos estudos».

 

Depois de apresentar os cursos que o CCST oferece, P. José, no Sudão desde 1959, fala dos números: «Em contraste com outras escolas combonianas primárias e secundárias no Sudão, onde os estudantes muçulmanos são a maioria - às vezes quase todos - os estudantes do CCST são 60 por cento cristãos e em grande número ortodoxos eritreus.

 

O número de alunos no nível universitário, em outubro de 2012, é de cerca de 500, com cerca de 50 por cento de sudaneses, 15 por cento de sul-sudaneses e 35 por cento de não-sudaneses, sendo a maioria eritreus. Com os 300 alunos dos cursos de curta duração, o número total de alunos chega a 800 para o ano lectivo de 2012. A percentagem de mulheres nos cursos universitários é de 33 por cento: Seria de 45 por cento sem os alunos da ERS - o programa de educação religiosa e para a formação de professores de religião cristã - onde as meninas, por motivos desconhecidos, são muito poucas.

 

De acordo com o P. José, cerca de 370 alunos serão graduados no final do ano: «Alguns graduados continuarão seus estudos em outras universidades e muitos encontrarão emprego em escritórios governamentais ou privados. Eritreus e etíopes esperam emigrar, logo que possível, para a Europa ou para a América».

 

No que diz respeito à auto-suficiência, de acordo com as previsões do reitor, «com o aumento constante do número de alunos devemos chegar a total auto-suficiência em um ou dois anos».

 

Quando perguntado sobre a identidade «católica» do CCST, P. Joseph Puttinato explica que «esta é expressa pelo facto de que o Colégio está aberto a estudantes e professores de ambos os sexos e de qualquer raça, cor, religião e nacionalidade, e é fiel aos ensinamentos da Igreja Católica, sob a orientação da hierarquia da Igreja local; valores propostos, os ideais e princípios do evangelho em todas as atividades académicas, com o devido respeito pela liberdade de consciência de cada pessoa e respeita as crenças religiosas de cada um, promove a harmonia e colaboração entre os alunos e entre alunos e professores de diferentes credos, raça e nacionalidade, oferecendo o seu serviço aos outros, especialmente os pobres e deficientes, sem esperar uma taxa por cada serviço prestado; oferece atendimento pastoral aos alunos, professores e funcionários em colaboração com a Igreja na promoção do progresso humano e o desenvolvimento de uma cultura cristã sudanesa».



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