Página Inicial







Brasil: Guaranis-kaiowá comemoram suspensão do despejo
2 de Novembro de 2012

O Tribunal Federal cassou a liminar que autorizava o despejo dos índios da aldeia Pyelito Kue e determina que eles permaneçam na área até que sejam concluídos os estudos etnológicos.

 

Ministro da Justiça anunciou ainda um reforço na segurança para pacificar à área e garantiu que a Funai que, em até 30 dias, reconhecerá o local como terra indígena.

 

Foram três os anúncios feitos pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, durante a reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).

 

O primeiro foi que o Tribunal Federal da 3ª Região cassou a ordem de despejo, de 17/9, e determinou que os índios ocupem o local até que sejam concluídos os estudos etnológicos sobre o território. O recurso foi movido pela Advocacia Geral da União, a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai).

 

O segundo é que o Ministério da Justiça (MJ) enviou novo efetivo da força nacional para pacificar a região. Na última quarta, 24 de Outubro, uma índia foi violada por oito jagunços e pistoleiros. Mato Grosso do Sul é o estado com maior índice de indígenas assassinados: cerca de 500, sendo 270 lideranças, em apenas dez anos.

 

O terceiro – e o mais comemorado deles – é que os estudos etnológicos realizados no local atestaram o que os índios vêm repetindo desde a década de 1960, quando iniciaram os conflitos com os brancos: a aldeia Pyelito Kue trata-se, sim, de terra indígena. «Já estamos concluindo os estudos fundiários e, em 30 dias, será formalizado o despacho de análise antropológica», afirmou Cardoso.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados