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África: Região Subsaariana regista queda de mortes infantis
11 de Janeiro de 2013

A África Subsaariana foi a segunda região mundial a registar maiores quedas de mortes infantis desde 1990, anunciou o «Fundo da ONU para a Infância» (Unicef).

 

Estima-se que os óbitos caíram em 48 por cento, um resultado que posicionou o grupo de nações a seguir ao Médio Oriente e ao norte de África, que reduziram o fenómeno pela metade.

 

A agência anunciou um encontro de ministros da Saúde dos 54 países do continente africano, com vista a renovar o foco nos esforços nacionais além de sustentar ganhos obtidos ao longo das duas últimas décadas.

 

Ao encontro, a decorrer de 18 e 19 de Janeiro, em Addis Abeba, também devem participar especialistas de todo o planeta.

 

O Unicef defende a garantia da sobrevivência da criança deve estar na vanguarda das agendas de desenvolvimento social africano. Na África Subsaariana, uma em cada oito crianças morre antes de completar cinco anos.

 

A agência chama atenção ao facto de a adoção de várias medidas para prevenir a mortalidade serem lentas, aliadas à persistência dos altos índices de doenças da infância em vários países.

 

O Unicef advoga, entretanto, que grande parte dos países africanos deve cumprir a meta de desenvolvimento do milénio 2015 para reduzir a taxa de mortalidade de menores de cinco anos em dois terços.

 

O encontro de Addis Abeba ocorre seis meses depois da assinatura de um acordo de mais de 160 governos. Numa sessão ocorrida em Washington, os países renovaram o compromisso com a sobrevivência da criança com vista a eliminar a mortalidade infantil evitável em 20 anos.

 

A nível global, a pneumonia lidera as causas de morte das crianças menores de cinco anos. Em 2011, a doença fez 1,3 milhões de óbitos, a maioria na África Subsaariana e no sul da Ásia.

 

A queda de mortes devido à diarreia em um terço, na última década, é igualmente considerada como um ganho a ser consolidado. Os casos fatais baixaram de 1,2 milhões, no ano 2000, para 700 mil em 2011.

 

No mesmo ano, meio milhão de menores de cinco anos perdeu a vida na África Subsaariana devido à malária, como resultado de 10 anos de prevenção que preveniram um milhão de óbitos infantis.



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