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Brasil: Fonte e destino do tráfico humano
7 de Janeiro de 2013

O Brasil é um dos países apontados como fonte de vítimas de tráfico humano, ao lado da Bulgária, China, Índia, Nigéria. Entre os três principais estão a Ucrânia, o Haiti e o Iémen.

 

Os dados constam de um relatório da «Organização Internacional para as Migrações» (OIM) que analisou as tendências de tráfico de pessoas através de informações de mais de 150 pontos de operação.

 

Os principais países de destino são a Federação Russa, o Haiti, o Iémen, a Tailândia e o Kazaquistão. Embora em menor escala em relação à Argentina, o Brasil também é tido como ponto de chegada de pessoas traficadas de países como a Bolívia e o Paraguai.

 

Na Europa, Portugal é um dos pontos de destino ao lado da Alemanha, Itália e Espanha. Todos recebem um número significativo de migrantes do Cone Sul e particularmente dos países andinos.

 

Migrantes originários de Angola e Moçambique estão na lista dos refugiados africanos, caribenhos e asiáticos que se movimentam para a Europa ou transitam pela América do Sul a caminho dos Estados Unidos e Canadá.

 

Em Junho, a agência deve publicar a segunda parte do estudo, para o combate ao tráfico e assistência a migrantes vulneráveis, com dados de 2011.

 

O documento indica que metade dos casos de tráfico humano registrado durante o período envolveu vítimas de exploração de trabalho, num total de três mil pessoas.

 

As vítimas de tráfico do sexo feminino estiveram no mesmo nível dos homens, apesar delas representarem a maioria a receber assistência.

 

As mulheres representam 62 por cento dos casos atendidos pela OIM,  incluindo casos de exploração sexual, exploração do trabalho e a combinação das duas formas.

 

O estudo relata que 27 por cento dos casos de tráfico acompanhados em 2011 são de exploração sexual.

 

Durante 2011, a OIM registou, entretanto, uma redução de 7 por cento dos casos assistidos em comparação a 2010. A OIM atribui a queda a fatores externos, e não a uma «queda real» em casos de tráfico de pessoas.



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