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Portugal: O Valor da Vida no «Átrio dos Gentios»
15 de Novembro de 2012

As cidades de Guimarães e Braga, em Portugal, vão receber o «Átrio dos Gentios» nos dias 16 e 17 de Novembro. «O Valor da Vida» é o tema de inspiração do evento.

 

O encontro no Átrio dos Gentios é convocado para pensar a Vida nas suas revelações e nos seus mistérios e para pensar a forma como os humanos, neste início do terceiro milénio, nos relacionamos com ela: porque existimos e somos o que somos? Que caminhos nos trouxeram até aqui? O que é e o que significa esta consciência de presença no universo, esta consciência de si, este sentimento de si e do outro? O que é este instinto visceral de sobrevivência que traz nas entranhas algo parecido com esperança e determinação para superar os fluxos de morte que de nós se abeiram e nos envolvem no quotidiano? E a fragilidade da vida? O que nos dizem as religiões e os humanismos, a ciência e a política, a filosofia e a história, o desporto e a teologia, a literatura e a espiritualidade sobre o valor e o sentido da vida de cada ser humano?

 

Num tempo em que estas questões são sistematicamente excluídas da agenda dos interesses públicos e da actualidade, insistir na ideia de que nada é demais, nenhum recurso, nenhuma ideia, para pensar a vida em geral, nas suas inumeráveis concretizações, e a vida humana, em particular, é um dever cívico, um dever de humanidade.

 

O «Átrio dos Gentios», plataforma para o diálogo entre crentes e não crentes estabelecida pela Igreja Católica, já passou por cidades como Paris, Barcelona, Florença, Assis, Bucareste, Tirana, Palermo e Estocolmo.

 

Não há mais lugar para entrincheiramentos em dogmatismos científicos ou religiosos castradores.

 

No fundo, o que a todos nos move, pelos caminhos da ciência, da fé, da dúvida e da resistência é a busca incessante do significado científico, teológico, ecológico, político, humano, pessoal e íntimo da vida. Seja seguindo pelos caminhos da ciência, seja pelos caminhos da fé, seja pelos caminhos da dúvida e da descrença, seja pela luz, seja pela noite, seja pelos cruzamentos quotidianos de uns e de outros, somos todos peregrinos fascinados pela «extravagância de ser» neste universo em que vivemos.



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