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Vaticano: Papa pede respeito aos idosos
13 de Novembro de 2012

O Papa visitou na segunda-feira, 12 de Novembro, os hóspedes da Casa «Viva os Idosos», no bairro do Gianicolo, em Roma. Neste ano, em que a Europa reflete sobre o Envelhecimento Ativo e a Solidariedade entre as Gerações, Bento XVI foi convidado pessoalmente pelos 28 hóspedes da estrutura criada pela Comunidade de Santo Egídio.

 

Ao chegar, foi acolhido pelo Ministro da cooperação e integração, Andrea Riccardi, fundador da Comunidade, o Professor Marco Impagliazzo, seu sucessor na presidência do movimento, o Arcebispo Vincenzo Paglia, atual Presidente do Dicastério vaticano para a Família e assistente eclesiástico da Comunidade, e por Dom Matteo Zuppi, atual bispo auxiliar de Roma.

 

O Papa entrou no edifício e foi diretamente para um mini-apartamento no andar térreo onde vive um casal de refugiados haitianos. No terceiro andar, existem 6 quartos que abrigam idosos não auto-suficientes, e esta foi a etapa sucessiva da visita. Descendo um piso, se encontra um jardim, local onde o Papa proferiu um discurso aos idosos mais autónomos, aos voluntários que trabalham na Casa e a vários membros da Comunidade. O discurso de Bento XVI foi transmitido ao vivo em um telão montado na calçada fora da casa, onde centenas de moradores do bairro acompanharam o evento.

 

“Venho como um idoso, visitar meus coetâneos”. Com estas palavras ele começou explicando o que o levou ali: o facto de conhecer muito bem problemas, dificuldades, limites da terceira idade, ainda mais agravados hoje pela crise económica.

 

Com convicção, o Papa disse que ser ancião é belo; que a tristeza não deve vencer sobre a alegria de se sentir amados por Deus:

 

“É verdade que a sociedade, dominada pela lógica da eficiência e do lucro, considera os anciãos pessoas inúteis, não produtivas”. Neste sentido, o Papa pediu um maior esforço das instituições e das próprias famílias para que as pessoas idosas não tenham que deixar suas casas. “A qualidade de uma civilização se julga pelo modo em que os idosos são tratados e pelo lugar que ocupam na comunidade”.

 

Dirigindo-se aos residentes da morada, Bento XVI lembrou que sentir-se acompanhados e assistidos e sentir o carinho dos outros é uma graça de Deus: “Ninguém pode viver sozinho e sem ajuda e, nesta casa, vejo que as pessoas que ajudam - e as ajudadas - formam uma única família cuja seiva de vida é o amor”.

 

Enfim, tocando o tema da solidão, o Papa falou que existem dias longos, infinitos, que por vezes parecem vazios pela falta de uma ocupação... “mas esta fase da vida é um dom, é ideal para aprofundar a relação com Deus”.

 

Bento XVI pediu aos idosos que rezem pela Igreja, por ele, pelas necessidades do mundo, pelos pobres, para que não haja mais violência no mundo. E concluiu confiando à sua oração o bem da Igreja e a paz no mundo.



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