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Mundo: Tráfico de pessoas é terceira maior fonte de renda ilegal
23 de Janeiro de 2013

De acordo com a «Organização das Nações Unidas» (ONU), o tráfico de pessoas para exploração sexual é a terceira maior fonte de renda ilegal no mundo, movimentando em torno de 24 mil milhões de euros por ano. Estima-se que quase um milhão de pessoas são traficadas a cada ano, das quais 98 por cento são mulheres. O Brasil lidera o vergonhoso ranking dos maiores exportadores de mulheres, com 85 mil vítimas.

 

De acordo com a titular da «Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal» brasileira, Marcela Rodrigues, o aliciador (ou aliciadora) geralmente aborda as jovens oferecendo trabalho no exterior ressaltando sua beleza, suas características corporais e a facilidade para ganhar dinheiro. «Elas sabem dos desejos e das dificuldades dessas jovens e sabe convencê-las porque apresentam sua própria trajectória como vitoriosa. E, ainda, ressaltam a superioridade da mulher brasileira em relação às europeias no que concerne à sexualidade e que seriam as preferidas dos homens estrangeiros. Esse discurso está todo baseado na subalternidade e na condição heterónima da mulher», destaca.

 

Para Dom José Luís Azcona Hermoso, bispo da prelazia de Marajó, no Pará, o tráfico humano está infimamente atrelado a outras três actividades ilícitas: tráfico de armas, narcotráfico e exploração sexual de menores. Dom Azcona ressalta que a desarticulação das quadrilhas que cometem esse crime é extremamente difícil, pois, esse é um negócio milionário que conta com a conivência de autoridades.

 

«Não é fácil o combate contra essa realidade e tampouco o conhecimento sobre ela, já que o grande fenómeno da venda de pessoas leva consigo a ocultação, o segredo criminoso e a manipulação cuidadosa controlada por grandes organizações criminosas no mundo inteiro».

 

De acordo com as informações, a crise económica na Europa tem prejudicado o tráfico e favorecido o resgate das vítimas. Se antes uma mulher cobrava 100 euros por programa, com a crise foi obrigada a baixar seu preço para 20 euros. Ou seja, a prostituição não está mais tão atractiva como antigamente e essas garotas mal vêm conseguido recursos para a própria sobrevivência. No entanto, o principal foco das entidades de luta contra o tráfico humano continua sendo a educação e o esclarecimento, para que as vítimas não caiam nessa terrível cilada.



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