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Sudão do Sul: Curar as feridas do passado
30 de Novembro de 2012

Juba acolherá a primeira conferência nacional de reconciliação promovida pelo governo para superar as antigas divisões que alimentam os conflitos, a violência e a desconfiança entre as diferentes comunidades do jovem país. A iniciativa reunirá centenas de delegados dos dez estados que constituem o Sudão do Sul.

 

Até à realização da conferência no próximo ano, haverá uma série de reuniões preparatórias. Na primeira estarão representantes políticos e representantes de associações locais e delegados de ONG’s internacionais.

 

«O Sudão do Sul tem de se reconciliar com o passado», disse o vice-presidente Riek Machar Teny ao iniciar os trabalhos preparativos para esta conferência.

 

Depois da independência, Machar foi um dos primeiros políticos que começou um processo de reconciliação, apresentando suas desculpas pela violência e conflitos que marcaram uma divisão histórica entre os Nuer e os Dinka dentro do Movimento Popular para a Libertação do Sudão (SPLM) durante os anos da guerra civil.

 

Em 1991,os Nuer, dirigidos por Machar, provocaram um cisma no movimento liderado na altura pelo falecido John Garang, para reclamar a independência das regiões do sul do Sudão.

 

Dois meses de enfrentamentos entre as duas comunidades nesse ano de 1991, na localidade de Bor, causaram 85.000 mortos entre a população civil.

 

Com informações da plataforma «porDarfur».



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