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Colômbia: Comissão avalia Direitos Humanos
4 de Dezembro de 2012

Uma delegação da «Comissão Interamericana dos Direitos Humanos» (CIDH) chegou segunda-feira à Colômbia pela primeira vez desde 2004, para avaliar exaustivamente a situação do país em termos de direitos humanos e de liberdades.

 

A visita da comissão pode abrir o caminho para que a Colômbia possa sair da chamada «lista negra» do organismo, formada pelos países que violam os direitos humanos.

 

Durante esta semana, a delegação irá reunir-se com várias organizações e autoridades para abordar temas como a justiça, a reforma militar, tratamento de vítimas e da situação de grupos discriminados, como mulheres, crianças, adolescentes, indígenas, homossexuais ou transexuais.

 

A comissão, liderada pelo seu presidente, José de Jesús Orozco Henríquez, reuniu-se com o vice-ministro colombiano, Angelino Garzón, e com representantes dos Ministérios do Trabalho, Saúde e Proteção Social, Cultura, Educação e Habitação, entre outros, disseram fontes do organismo.

 

Em declarações à Rádio Caracol, o presidente da comissão José de Jesús Orozco Henríquez, anunciou a importância de envolver a sociedade civil na discussão que começa hoje a ser desenvolvida pela missão, frisando que «o objetivo é analisar a situação dos direitos humanos na Colômbia, analisar os seus problemas e suas concretizações».

 

Para esse fim, a delegação irá reunir-se com Organizações Não-Governamentais, funcionários do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU na Colômbia, representantes do Ministério da Defesa e presidentes da Câmara de Representantes e do Senado, tal como se irá dividir em subdelegações que viajarão para os departamentos de Chocó, Antioquia e Cauca.

 

Para sexta-feira a delegação já anunciou uma conferência de imprensa em Bogotá para comunicar o desenvolvimento dos trabalhos.

 

No seu último relatório sobre Defensoras e Defensores dos Direitos Humanos, publicado em março passado, a comissão concluiu que a Colômbia é um dos países da América Latina onde as pessoas estão mais em risco.

 

Por esse motivo, a CIDH considerou o convite do Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, como «um sinal da vontade de cooperação» do governo para melhorar a situação dos direitos humanos, disse a comissão em um comunicado.



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