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Vaticano: Cardeais avançam com beatificação de Paulo VI
20 de Dezembro de 2012

Depois dos teólogos, os cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos deram a sua luz verde para a beatificação de Paulo VI, o papa que concluiu o Concílio Ecuménico Vaticano II e que liderou a Igreja nos anos difíceis do pós-Concílio.

 

Os cardeais foram unânimes na aprovação, expressando-se favoravelmente à «heroicidade das virtudes» de Giovanni Battista Montini, eleito papa com o nome de Paulo VI em 1963 e que morreu em 1978. A reunião anterior dos teólogos também teve um resultado unanimemente positivo.

 

Agora, são dois os atos que faltam antes de conhecer a data da beatificação. A promulgação do decreto sobre a heroicidade das virtudes, que cabe ao papa e que está prevista para o próximo dia 20 de dezembro, quando o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, irá ao encontro do papa em audiência para lhe submeter os decretos referentes aos processos.

 

O "sim" de Bento XVI é considerado mais do que provável e quase certo, depois das votações unânimes dos teólogos e dos cardeais, e na ausência de diatribes históricas como ocorreram no caso de Pio XII, para quem, ao contrário, o papa quis ter tempo para decidir. Depois do decreto papal, Paulo VI receberá o título de "venerável", e o processo poderá ser considerado encerrado.

 

O segundo ato necessário em vista da beatificação é o reconhecimento de um milagre, uma cura milagrosa atribuível a Paulo VI e ocorrida depois da sua morte. No caso de Paulo VI, o postulador da causa, padre Antonio Marrazzo, já escolheu, entre as indicações recebidas, um caso de cura que seria "inexplicável" nos primeiros exames.

 

O suposto milagre se refere à cura de uma criança que ainda não havia nascido, ocorrida há 16 anos na Califórnia. Durante a gravidez, os médicos haviam encontrado um grave problema no feto e, por causa das consequências cerebrais que estão envolvidas nesses casos, haviam sugerido o aborto como único remédio possível para a jovem mãe.

A mulher quis levar adiante a gravidez e se confiou à intercessão de Paulo VI, o papa que, em 1968, escreveu a encíclica Humanae Vitae. O bebé nasceu sem problemas: esperou-se que ele completasse os 15 anos de idade para constatar a ausência de consequências e a perfeita cura.

 

Mas há também uma segunda cura inexplicável, cuja protagonista é uma freira que sofria de um tumor, que pode ser apresentada à Congregação vaticana.

A vontade de Bento XVI é de proceder rapidamente. A beatificação está prevista para acontecer na conclusão do Ano da Fé. Em 2013, completa-se o 50º aniversário da eleição do Papa Montini e o 35º de sua morte.



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