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Sudão e Sudão do Sul: O petróleo e os rebeldes
13 de Junho de 2013

A decisão de as autoridades do Sudão de encerrarem os gaseodutos que transportam o crude proveniente do Sudão do Sul, voltou a acionar os alarmes de uma disputa que parece não ter fim.

 

Salva Kiir, presidente do país meridional acusou Al Bashir de estar a mobilizar-se para uma guerra.

 

Kiir disse que tentará falar sobre esses assuntos com o vizinho do norte mediante os intermediários da União Africana, insistindo que não meterá o seu país em nova guerra.

 

“O povo do Sudão do Sul deve manter-se sereno e paciente, entretanto trabalhamos com a União Africana para resolver este problema com o Sudão”, disse Salva Kiir.

 

O Sudão suspendeu nove acordos económicos e de segurança com o vizinho do sul. A versão do país do norte é que o governo de Juba dá apoio aos rebeldes que lutam contra Cartum.

 

“Apelamos aos governos regionais e internacionais para que realizem ações diplomáticas com o Sudão para garantir a proteção de vidas de ambos países e para animar o Sudão ao diálogo pacífico com a sua rebelião interna”, acrescentou Kiir em notícia difundida pela Aljazeera.

 

Por sua parte, o Ministro do Petróleo do Sudão do Sul declarou que continuarão a bombear petróleo em direção ao Sudão, mesmo com ameaças.

 

“A produção segue em frente. Não recebemos nenhuma comunicação oficial do governo do Sudão, não vemos motivo para suspender”, disse Stephen Dhieu Dau.

 

Recentemente, em abril deste ano, Al Bashir esteve em Juba a assinar vários compromissos com Salva Kiir, nomeadamente o retomar normal da circulação do petróleo oriundo do sul, pelos oleodutos do norte.

 

Mundo Negro Digital



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