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R. Centro-Africana: A Igreja Católica no centro do diálogo com as religiões
19 de Junho de 2013

O Bispos de Bangassou, na República Centro-Africana, declarou: «Começamos o diálogo entre muçulmanos, católicos e protestantes para acalmar a situação, caso contrário, este país pode estourar».

 

Dom Juan José Aguirre Muños, missionário comboniano, encontra-se em Bangui para uma reunião da «Conferência Episcopal da República Centro-Africana».

 

«Estamos a oferecer uma oportunidade para o diálogo a fim de que a vida da população possa se normalizar. Uma vez que os muçulmanos foram acusados de serem cúmplices no Seleka (coalizão rebelde que tomou o poder e expulsou o Presidente Bozizé), estamos a tentar evitar vinganças e mais violência», acrescentou.

 

De acordo com este comboniano, «muitas ONGs pediram à Igreja Católica para coordenar essas tentativas de diálogo em diferentes partes da República Centro-Africana e estamos a trabalhar nessa direção».

 

A República Centro-Africana tem enfrentado novos ataques do Exército de Resistência do Senhor (LRA), grupo guerrilheiro do Uganda que instalou algumas de suas bases no leste do país. O novo presidente centro-africano e líder do Seleka, Michel Djotodia, anunciou o envio de tropas para o leste para expulsar os rebeldes ugandeses.

 

«Eu não gostaria que essas declarações fossem uma desculpa do Seleka para entrar no leste que, bem ou mal, ainda está protegido pela presença de tropas ugandeses e americanas», disse Dom Aguirre Muños.

 

«O Seleka não pode entrar em Zemio e Obo, com exceção de alguns saqueios. Os soldados ugandeses estão no sudeste da República Centro-Africana, em nome da União Africana, para expulsar o LRA. O Seleka, afirmando que quer atacar o LRA, quer provar que a presença das tropas ugandesas não é mais necessária e, em seguida, ter o controle daquela área».

 

«O LRA está aqui há seis anos e nos fez passar uma enorme provação em todo o leste. Não é fácil derrotá-lo", concluiu o bispo.



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