Página Inicial







Sudão do Sul: Desafios dois anos após independência
9 de Julho de 2013

O governo do Sul do Sudão continua a enfrentar numerosos desafios, incluindo o da instabilidade interna disse o Secretário-Geral da ONU.

 

No relatório sobre o país, apresentado no Conselho de Segurança, Ban Ki-moon, insta às autoridades a criar estratégias eficazes para resolver as causas da violência a longo prazo. Nesta terça-feira, o país celebra o segundo aniversário da independência.

 

As Nações Unidas apontaram como principais desafios a insegurança, as violações dos direitos humanos e o reforço das instituições públicas. O Sudão do Sul declarou a sua independência do Sudão, seis anos após a assinatura do acordo de paz que pôs termo a mais de duas décadas de conflito entre os dois países.

 

Num discurso ao Conselho de Segurança, a representante especial do Secretário-Geral no país, Hilde Johnson, disse que a euforia de 9 de Julho de 2011 parece estar a desvanecer da memória, apesar dos progressos.

 

Na intervenção por videoconferência, a representante citou acusações mútuas de apoio militar a grupos rebeldes nos dois territórios e ameaças das autoridades sudanesas de encerrar o oleoduto que passa pelo país como grandes revezes.

 

Desde então, a missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, tem apoiado a consolidação da paz e da segurança além criação de condições para o desenvolvimento do país africano.

 

Hilde Johnson assinalou como progressos alcançados até ao momento, a melhoria das relações com o Sudão, o diálogo interno com os grupos armados e o empenho renovado em fazer avançar a reconciliação no país.

 

Como desafio fundamental foi apontada a situação de segurança no estado de Jonglei, onde combates entre as forças do governo e grupos armados levaram à fuga de milhares de pessoas desde janeiro.

 

Uma série de violações de direitos humanos acompanha a deterioração das condições de segurança em áreas do país, cometidas tanto por grupos armados como por instituições de segurança nacional, defende a enviada.

 

Para Johnson, as autoridades lutam para traduzir os seus compromissos na melhoria do respeito pelos direitos humanos. Entre as causas de preocupação foram citados casos de prisão arbitrária, detenção, abuso e assassinatos pelas forças de segurança. Um outro aspeto mencionado foi a incapacidade das autoridades em levar os responsáveis a prestar contas.

 

Johnson citou esforços da Unmiss junto ao governo, para a busca de soluções políticas para o conflito intercomunitário e iniciativas de paz em prol de soluções sustentáveis para as disputas sobre os recursos naturais.

 

Como referiu, a ideia é incentivar as autoridades locais, líderes comunitários e personalidades nacionais para reforçar os seus esforços para promover a reconciliação.

 

A representante disse que órgãos essenciais para uma transição política bem-sucedida requerem apoio orçamental adequado do Governo para avançar o seu trabalho.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados