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Brasil: Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas
28 de Junho de 2013

O «Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas», publicado pelo «Conselho Indigenista Missionário» (Cimi) na quinta-feira, 27 de Junho, revela o crescimento de diferentes formas de violências cometidas contra os povos indígenas.

 

Os dados, de 2012, relacionam ameaças de morte, assassinatos, omissão e morosidade na regularização das terras à desassistência em saúde e educação.

 

Nas três categorias abordadas no Relatório, verifica-se uma ampliação do número total de casos e vítimas. O crescimento mais acentuado é observado o total de vítimas da categoria Violência contra a Pessoa, em que estão incluídas ameaças de morte, homicídios, tentativas de assassinato, racismo, lesões corporais e violência sexual. Nesta categoria, houve um aumento de 378 para 1.276 vítimas, o que revela uma expansão de 237 por cento em comparação com 201. Os casos de Violência contra o Património saltaram de 99 para 125, o que representa um aumento de 26 por cento de um ano para outro. Em relação à Violência por Omissão do Poder Público, foram relatadas 106.801 vítimas, o que significa um aumento de 72 por cento, considerando que 61.988 vítimas foram registradas em 2011.

 

Os dados do Relatório revelam que voltou a crescer o número de assassinatos de indígenas em 2012. Em todo o Brasil foram registradas 60 vítimas, nove a mais que no ano anterior. Com 37 casos, o Mato Grosso do Sul continua sendo o estado com o maior número de ocorrências, seguido pelo Maranhão, com sete vítimas. Nos últimos dez anos, os levantamentos do Cimi mostram que pelo menos 563 indígenas foram assassinados no país, sendo que 317 destas mortes ocorreram no Mato Grosso do Sul.



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