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Vaticano: Papa pede fim da violência na Síria
9 de Setembro de 2013

«Caminhemos com orações e obras de paz» e rezemos a fim de que, sobretudo na Síria, «cessem imediatamente a violência e a devastação», disse o Papa Francisco durante o Angelus do domingo, 8 de Setembro de 2013.

 

Em estreita continuidade com a Vigília de oração e jejum celebrada no sábado à noite na Praça São Pedro, também no Angelus de domingo o Papa voltou a invocar a paz para todo o Médio Oriente. Diante de dezenas de milhares de pessoas, o Santo Padre repetiu com veemência: «Não ao ódio fratricida e às mentiras de que se serve».

 

Basta com o ódio entre povos irmãos e basta com as guerras que encobrem interesses mais perversos do que os objetivos oficiais a que se propõem. Na oração mariana, o Papa evidenciou mais uma vez a inutilidade da guerra, reiterando seu apelo em favor da paz na Síria e no mundo: «Para que serve fazer guerras, tantas guerras, se não se é capaz de fazer essa guerra profunda contra o mal? Não serve para nada! Essa guerra contra o mal comporta dizer não ao ódio fratricida e às mentiras de que se serve. Dizer não à violência em todas as suas formas. Dizer não à proliferação das armas e a seu comércio ilegal.»

 

O Santo Padre fez apelo às consciências de cristãos, não cristãos e homens e mulheres de boa vontade, a fim de que façam uma escolha de campo em favor da «lógica do serviço», «não seguindo outros interesses senão os da paz e do bem comum». E a todos esses renovou o agradecimento com o qual concluíra na noite precedente as quatro horas da Vigília pela paz: «Mas o compromisso deve seguir adiante: continuemos com a oração e com as obras de paz! Convido-vos a continuar a rezar para que cesse imediatamente a violência e a devastação na Síria e se trabalhe com um esforço renovado por uma justa solução do conflito fratricida.»

 

Em seguida, o Sucessor de Pedro deteve-se sobre os países do Oriente Médio, referindo-se especificamente a alguns deles. «Rezemos também pelos outros países do Oriente Médio, particularmente pelo Líbano, para que encontre a desejada estabilidade e continue a ser um modelo de convivência; pelo Iraque, para que a violência sectária dê lugar à reconciliação.» E rezou por dois outros conflitos, um antigo e outro recente: «Pelo processo de paz entre israelitas e palestinos, para que possa avançar com decisão e coragem. E rezemos pelo Egito, para que todos os egípcios, muçulmanos e cristãos, se comprometam em construir, juntos, uma sociedade para o bem de toda a população. A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança! Continuemos com a oração!»



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