Página Inicial







Síria: Monjas pedem orações e não bombas
9 de Setembro de 2013

As monjas Cistercienses que desde 2005 estão a viver num mosteiro em Azeir, norte da Síria, acompanharam o apelo do Papa Francisco pela paz feito no Angelus. Após ouvir o Papa, escreveram uma carta, dirigida ao mundo inteiro, contra a intervenção militar na Síria. Alguns trechos foram divulgados pelo Catholic World Report.

 

Olhamos para as pessoas ao nosso redor, para os nossos trabalhadores que se perguntam todos os dias espantados, apreensivos: Eles decidiram nos atacar?

 

Sentimos a revolta, a impotência, a incapacidade de encontrar um sentido para tudo isso: as pessoas tentam dar o seu melhor no trabalho e viver normalmente.

 

E então você se recorda que 'eles' decidiram nos bombardear. Isso mesmo... Porque é hora de fazermos alguma coisa, como está escrito nas declarações dos homens importantes, que estarão tomando seu chá amanhã, enquanto assistem TV para ver o quão eficaz será a sua intervenção humanitária.

 

Será que eles vão nos fazer respirar os gases tóxicos dos depósitos que atingirão, de modo a nos punir pelos gases que nós já respiramos?

 

As pessoas estão com seus olhos e ouvidos em frente à televisão: todos eles estão esperando uma palavra de Obama!

 

A palavra de Obama? Será que o vencedor do Prêmio Nobel da Paz pronunciaria uma sentença de guerra contra nós? E onde fica toda a justiça, todo o senso comum, toda a misericórdia, toda a humildade, toda a sabedoria?

 

O Papa falou, Patriarcas e Bispos têm falado, inúmeras testemunhas falaram sobre isto, analistas e pessoas de experiência têm falado, mesmo os opositores do regime falaram.... No entanto, aqui estamos todos, esperando apenas uma palavra do grande Obama? E se não fosse ele, seria outra pessoa. Não é ele que é "o grande", é o maligno, que nestes dias está realmente agindo.

 

O problema é que tornou-se muito fácil passar mentiras por gestos nobres, passar um implacável interesse próprio como se fosse a busca de justiça, passar a necessidade de parecer forte e exercer o poder fora como se fosse uma "responsabilidade moral não desviar o olhar... "

 

E, apesar de todas nossas globalizações e fontes de informação, parece que nada pode ser verificado. Ou seja, eles não querem que haja qualquer verdade, ao passo que a verdade existe e alguém honesto seria capaz de descobri-la, se eles realmente quisessem procurá-la juntos, se eles não fossem impedidos por aqueles que estão a serviço de outros interesses.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados