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Mundo: Fim da má nutrição deve ser prioridade
5 de Junho de 2013

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) fez um apelo, na terça-feira, 4 de Junho, para que o mundo tenha como prioridade o fim da má nutrição.

 

A declaração foi feita pelo diretor-geral da agência da ONU, José Graziano da Silva, no lançamento do relatório anual sobre o «Estado dos Alimentos e da Agricultura

 

Graziano da Silva disse que os custos sociais e económicos globais com o problema são inaceitáveis. Ele afirmou que apesar de o mundo ter alcançado alguns progressos no combate à fome, ainda existe um longo caminho pela frente.

 

O relatório mostra que os custos com a má nutrição em perda de produtividade e em gastos com saúde chegam a 5 por cento do produto doméstico bruto global, aproximadamente 3,5 biliões de dólares, cerca de 2,7 biliões de euros.

 

O valor corresponde ao PIB da Alemanha.

 

A mensagem da FAO, segundo Graziano da Silva, é para que os países lutem por nada menos do que a erradicação da fome e da má nutrição.

 

O relatório revelou que 2.000 milhões de pessoas no mundo sofrem de algum tipo de deficiência nutritiva, 1,4 mil milhões estão acima do peso, sendo que 500 mil deles são considerados obesos.

 

O documento mostra também que 26 por cento das crianças com menos de cinco anos sofrem de algum tipo de atrofia e 31 por cento têm deficiência de vitamina A.

 

Segundo o relatório, 870 milhões de pessoas passaram fome no mundo entre 2010 e 2012, mas isso representa apenas uma fração dos homens, mulheres e crianças cujos bem-estar, saúde e vidas são afetados pela má nutrição.

 

A FAO afirma que uma dieta saudável e uma boa nutrição começam com alimentos e agricultura. Entre as ações recomendadas pela agência da ONU estão o uso apropriado de políticas, investimentos e pesquisas agrícolas para aumentar a produtividade.

 

Outro ponto importante é reduzir o desperdício de alimentos, que corresponde, atualmente, a um terço de toda a comida produzida, todos os anos, para o consumo humano.



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