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Itália: Combonianos pedem que CEI condene frases racistas de político
19 de Julho de 2013

Membros da administração geral dos Missionários Combonianos escreveram uma carta aberta à Conferência Episcopal Italiana (CEI) a pedirem uma tomada de posição sobre afirmações racistas de um alto dirigente político contra uma ministra italiana de origem africana.

 

As Missionárias Combonianas já haviam divulgado um manifesto de solidariedade para com o sofrimento da ministra.

 

Esta semana, o vice-presidente do senado italiano, Roberto Calderoli, comparou a ministra da integração Cècile Kyenge a um orangotango. A ministra Kyenge é uma cidadã italiana de origem congolesa.

 

Os padres Mariano Tibaldo, Jorge Garcia, Arlindo Ferreira Pinto, John Baptist Opargiw, Arnaldo Baritussio e Enrico Redaelli escreveram uma Carta Aberta ao Presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Angelo Bagnasco, a pedir que a Igreja italiana chame à responsabilidade os políticos que usam frases racistas para conseguirem baixos dividendos eleitorais.

 

Os seis Missionários Combonianos dizem-se feridos com os «epítetos ofensivos» do político da Lega Nord, um partido de extrema-direita.

 

«Queremos que a Igreja italiana fale a uma voz contra este clima de ódio e de suspeita que está a tomar conta da vida política italiana e da convivência civil», escrevem.

 

Os signatários pedem que a “regeneração” moral e cultural da Itália encontre nos bispos «liderança segura, clara e forte.»

 

O comentário racista do senador teve grandes repercussões internacionais e causou uma onda de indignação na Itália. Circula na internet uma petição para a demissão do senador Calderoli que entretanto aprestou desculpas à ministra Kyenge.



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