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Rep. Centro-Africana: Aumenta a insegurança
10 de Janeiro de 2014

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a situação da segurança piorou gravemente nas últimas semanas na República Centro-Africana.

 

O alerta foi feito, na quinta-feira, 9 de Janeiro, em mensagem lida pelo enviado especial de Ban para o país africano, Babacar Gaye, na Conferência da Comunidade Económica dos Estados da África Central, Ceeac, realizada no Chade.

 

No documento, o chefe da ONU afirmou que a violência na região atingiu níveis sem precedentes e que os incidentes do ano passado causaram um dano profundo nas relações entre muçulmanos e cristãos.

 

Segundo Ban, “a desconfiança é alta e a violência fomentou o ódio e a sede de vingança. É necessário priorizar os esforços de reconciliação”.

 

De acordo com a ONU, a conferência é uma oportunidade para que os representantes dos países da região possam compartilhar preocupações, identificar os desafios e, de forma coletiva, encontrar uma saída para a crise.

 

Nesse sentido, Ban citou a preparação de eleições na República Centro-Africana.

 

Ele elogiou também a participação das forças da Missão de Apoio Internacional para o país africano, Misca, e da operação Sangaris, comandada pela França.

 

Segundo Ban, a ação destas tropas evitou que a situação no país piorasse ainda mais.

 

Para o Secretário-Geral, é fundamental o desarmamento e a desmobilização de grupos armados.

 

Segundo as informações, quase metade da população centro-africana precisa de assistência e 20 por cento já fugiram de suas casas por causa da violência.

 

Há ainda grande preocupação com os abusos dos direitos humanos. As Nações Unidas estão a trabalhar na criação de uma Comissão Internacional de Inquérito para documentar essas violações.

 

“É importante enviar uma mensagem aos criminosos dizendo que eles serão responsabilizados por seus atos”, disse Ban Ki-moon.



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