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Moçambique: Crise político-militar já fez 4.000 deslocados
13 de Janeiro de 2014

A crise político-militar entre a Renamo e o Governo moçambicano está a gerar uma vaga de deslocados na região centro e sul de Moçambique, contando-se já cerca de 4.000 pessoas em campos de acolhimento temporário.

 

Na vila-sede da Gorongosa, na província de Sofala, centro do país, as autoridades locais estimam que pelo menos 3.845 pessoas estejam concentradas num campo de acolhimento temporário, refugiadas das localidades de Vunduzi e Canda, onde se têm registado frequentes confrontos entre as forças governamentais e homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo). 

 

A sul, na província de Inhambane, várias dezenas de pessoas estão a refugiar-se na vila de Homoíne, fugindo dos confrontos, iniciados na terça-feira, na localidade de Pembe, entre homens armados da Renamo e as forças de defesa e segurança moçambicanas, não havendo, por enquanto, dados oficiais sobre o número de afectados. 

 

Na Gorongosa, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades estará a distribuir alimentação aos refugiados, prevendo-se que, dentro em breve, arranque um processo de distribuição de tendas às famílias deslocadas, segunda avança nesta quinta - feira a imprensa local. 



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