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Vaticano: Tráfico de pessoas é tema de encontro internacional
30 de Outubro de 2013

Realiza-se neste final de semana, nos dias 2 e 3 de Novembro, no Vaticano, um encontro internacional sobre «O tráfico de seres humanos: a escravidão moderna. As pessoas indigentes e a mensagem de Jesus Cristo».

 

O evento é organizado pelas Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais, em parceria com a Federação Mundial das Associações Médicas Católicas (FIAMC), atendendo a um pedido do Papa Francisco.

 

De acordo com os organizadores, ninguém pode negar que «o tráfico de seres humanos constitui um terrível delito contra a dignidade humana e uma grave violação dos direitos humanos fundamentais» e que, neste novo século, serve para a criação de patrimónios criminosos.

 

O Concílio Vaticano II já afirmava que «a escravidão, a prostituição, o mercado de mulheres e de jovens, ou ainda as ignominiosas condições de trabalho, com as quais os trabalhadores são tratados como simples instrumentos de ganho, e não como pessoas livres e responsáveis» são «vergonhosas», «prejudicam a civilização humana, desonram aqueles que assim se comportam» e «ofendem grandemente a honra do Criador».

 

Vergonhas do nosso tempo

Em Julho-Agosto passado, a revista Além-Mar publicou um destaque sobre o tráfico de pessoas, definido como escravatura do século XXI. O material está disponível, de forma integral, na página da revista na internet.

 

No passado dia 15 de Outubro, a Walk Free Foundation publicou o Índice Global da Escravatura, fornecendo os dados mais recentes sobre o tráfico de pessoas.

 

O índice revela que no mundo há 29,8 milhões de pessoas a viverem em regime de escravidão. A maioria são mulheres e crianças traficadas por bandos e pessoas para exploração sexual ou trabalho forçado, em condições desumanas ou sem remuneração.

 

Os dez países com mais pessoas a viverem em escravidão são Índia, China, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Rússia, Tailândia, República Democrática do Congo, Myanmar e Bangladesh. Neste bloco de dez países vivem 76 por cento das pessoas traficadas e escravizadas. Na África, o primado da escravidão vai para a Mauritânia, um país que conta com 600 mil pessoas escravizadas, um quinto da população do país que foi o último a abolir a escravatura – só o fez em 1961 e, pelo que se vê, a decisão ficou letra morta.



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