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Mundo: 7,3 milhões são mãe antes dos 18 anos
1 de Novembro de 2013

O «Fundo de População das Nações Unidas» (Unfpa) alertou que todos os anos 7,3 milhões de raparigas e jovens menores de 18 anos têm filho nos países em desenvolvimento.

 

Isso significa 20 mil nascimentos diários na região, que registra 95% dos casos.

 

A informação consta do relatório «Maternidade na Infância: Enfrentando o Desafio da Gravidez Adolescente», divulgado na quarta-feira, 30 de Outubro.

 

De acordo com a ONU o documento destaca os principais desafios e o impacto da gravidez na adolescência sobre as meninas. Como por exemplo, as adolescentes grávidas têm menos chances do que as mulheres de adquirir qualquer conhecimento profissional antes e depois do parto.

 

A situação nos países lusófonos preocupa. A taxa de nascimento entre jovens de 15 a 19 anos entre 1991 e 2010 foi de 193 para cada mil em Moçambique; 165 em Angola, Guiné-Bissau 137 e São Tome e Príncipe 110.

 

Ainda na lista estão Cabo Verde com 92 nascimentos para cada mil adolescentes grávidas, Brasil com 71 e Timor-Leste com 54. Portugal tem o menor número, apenas 16.

 

Em comparação com os países desenvolvidos, Estados Unidos registraram 39 nascimentos por cada mil jovens grávidas, Grã-Bretanha 25, França 12 e Alemanha 9.

 

O documento mostra que das 7,3 milhões de meninas e jovens grávidas, 2 milhões têm menos de 14 anos. O Unfpa diz que essas meninas correm vários riscos de saúde ao terem filhos tão cedo.

 

Apesar de 90 por cento dos nascimentos serem frutos de casamentos ou uniões, a ONU diz que eles têm consequências na saúde, na educação, no emprego e nos direitos de milhões de meninas.

 

Aproximadamente 70 mil adolescentes nos países em desenvolvimento morrem todos os anos por causa de problemas na gravidez ou no parto. Pelos cálculos do Unfpa, anualmente são realizados 3,2 milhões de abortos considerados inseguros, sem as mínimas condições médicas.

 

Entre as causas da maternidade precoce, o relatório cita os casamentos infantis organizados pelas famílias, a pobreza, a violência sexual e a falta de acesso anticoncepcionais.

 

Para combater o problema, o relatório sugere ações preventivas para as jovens e a proibição de casamentos para menores de 18 anos. Além disso, o Unfpa diz que as meninas devem ter mais acesso não só à educação regular, mas também sexual.



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