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América Latina: Cresce o número de jovens fora da escola e desempregados
4 de Novembro de 2013

Eles têm entre 15 e 29 anos, não trabalham e nem estudam. Configuram um setor da população que cresce na América Latina e que representa um grande desafio nos planos da criação de emprego e de desenvolvimento da região.

 

As razões deste fenómeno são múltiplas, de acordo com os especialistas.

 

«Há uma grande heterogeneidade: desde garotos com graves problemas de drogas, outros que não têm as competências básicas necessárias para conseguir um emprego, até aqueles que, por responsabilidades familiares, não podem entrar no mercado de trabalho», afirma Rafael Rofman, especialista em Proteção Social do Banco Mundial.

 

Jovens que não estudam nem trabalham são um problema global, como se viu recentemente na Conferência da Juventude, na qual participaram jovens da África, Europa e América Latina e que teve como principal tema de discussão a busca de soluções para o desemprego juvenil.

 

No México, são oito milhões – ou a quarta parte da população em idade de finalizar o ensino médio, ir para a universidade ou procurar seu primeiro emprego, mas que não faz nenhuma dessas atividades, segundo os números da «Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Económico» (OCDE).

São oito milhões de jovens mexicanos que não estão aprendendo novas habilidades e não estão contribuindo para a economia do país.

 

No Uruguai, quase quatro de cada dez jovens não estudam, não trabalham e não procuram emprego ativamente. A estes se somam 25 por cento de mulheres que se autodefinem como «donas de casa» e também não buscam emprego porque muitas abandonaram os estudos ao se tornarem mães.



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