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R. Centro-Africana: Seis mil crianças envolvidas com grupos armados
25 de Novembro de 2013

Cerca de 6 mil crianças foram recrutadas para as fileiras de grupos armados na República Centro-Africana, revela o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

 

Em nota, a agência refere que quase metade dos menores foi recrutada este ano, após o derrube do governo por forças rebeldes há nove meses.

 

A situação de segurança no país é tida como volátil e imprevisível, com a ação dos grupos armados que "rondam as áreas rurais e cometem atos de violência de forma impune."

 

Os civis criaram grupos de milícias de autodefesa, quando ocorrem confrontos diários entre as comunidades cristãs e muçulmanas.

 

Antigos Rebeldes

 

Falando a jornalistas, em Genebra, o diretor do Unicef no país, Souleymane Diabate, disse que os designados grupos de autodefesa também envolvem menores no combate aos antigos rebeldes Seleka.

 

O responsável disse que a ação da agência ocorre de maneira complexa e em circunstâncias difíceis com vista à retomada de campanhas para que as crianças voltem à escola. Segundo acrescentou, estão em curso contactos da agência com grupos armados do ex-Seleka para a libertação das crianças.

 

Mais de metade de centro-africanos são menores de 18 anos, refere o Unicef.

 

Estima-se que 400 mil pessoas foram deslocadas pela crise política e a violência na sequência dos confrontos que culminaram com a saída do país do antigo presidente François Bozizé.

 

As Nações Unidas acreditam que cerca de metade dos 4 milhões de cidadãos da República Centro-Africana esteja a precisar de ajuda humanitária.



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