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Mundo: Uma em cada três crianças não existe oficialmente
16 de Dezembro de 2013

Segundo o «Fundo das Nações Unidas para a Infância» (Unicef), 230 milhões de crianças menores de cinco anos de idade nunca foram registradas. Com isso, uma em cada três crianças no mundo não existe oficialmente.

 

Os números estão em um relatório do Unicef lançado na passada semana, para marcar o aniversário de 67 anos da agência. O sul da Ásia e a África Subsaariana são as regiões do mundo com os menores índices de registros de nascimentos.

 

«O registro é o primeiro direito do bebé quando ele nasce. Sem o registro de nascimento, a criança não pode frequentar uma escola, não pode emitir outros documentos para a sua vida e não consta das estatísticas. A criança é invisível sem o registro», disse a coordenadora de observação do Unicef no Brasil, Ana Cristina Matos.

 

Na Somália, apenas 3 por cento dos bebés que nascem têm certidão, sendo o país com a menor taxa de registros. Os 10 países com os mais baixos níveis de registo de nascimento são: Somália (3 por cento), Libéria (4 por cento), Etiópia (7 por cento), Zâmbia (14 por cento) , Chade (16 por cento), República Unida da Tanzânia (16 por cento), Iémen (17 por cento), Guiné-Bissau (24 por cento), Paquistão (27 por cento) e República Democrática do Congo ( 28 por cento).

 

O Unicef lembra que caso uma criança sem registro seja separada de sua família durante um desastre natural, um conflito ou por exploração, o reencontro com os familiares acaba sendo muito mais difícil, já que não há documentos oficiais.

 

O Unicef defende que o registro do nascimento é vital e quando o índice em um país é baixo, geralmente é um sinal de desigualdades sociais.

 

As crianças mais afetadas são as de grupos étnicos ou religiosos, as que vivem em áreas rurais ou remotas ou crianças de famílias mais pobres.



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