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Sudão do Sul: Líderes cristãos denunciam a instrumentalização do tribalismo
23 de Dezembro de 2013

Multiplicam-se os apelos dos líderes das igrejas cristãs pela paz e reconciliação no Sudão do Sul enquanto a ONU e vários Estados estrangeiros se antecipam a tirar seus membros e cidadãos do país onde são perpetrados confrontos violentos entre as facções rivais das forças armadas. A invasão na base da ONU de Akobo, no leste do Sudão do Sul, em que três capacetes azuis indianos morreram, acelerou as operações de repatriação dos estrangeiros.

 

Para evitar que a luta entre o Presidente Salva Kiir (pertencente à etnia Dinka) e o ex Vice Presidente Riek Machar (Nuer) jogue o país na espiral do confronto étnico, vários bispos católicos e de outras confissões cristãs denunciam a instrumentalização étnica para fins políticos.

 

De acordo com a Sudan’s Catholic Radio Network, Dom Erkulano Lodu Tombe, Bispo de Yei, fez um apelo aos soldados do quartel local para evitarem de ouvir alguns políticos que fomentam confusão e divisão nos ânimos. O Rev. Elias Taban, Bispo da Igreja Evangélica Presbiteriana de Yei afirmou que “alguns traidores do Sudão do Sul pretendem promover o tribalismo para deixar o país subdesenvolvido”.

 

Os líderes religiosos cristãos escreveram uma carta comum. Definindo-se “membros nativos das comunidades Dinka e Nuer” os bispos e todos os membros do clero, dizem que “se identificam não como representantes de tribos ou denominações (religiosas), mas como líderes e representantes da Igreja e do Corpo de Cristo”.

 

Ao expressar a dor pelas violências em Juba e no Estado de Jonglei, os signatários da carta afirmam “condenar e corrigir as afirmações dos meios de comunicação que afirmam que a violência vem de um conflito entre as tribos Dinka e Nuer. O que aconteceu não deve ser descrito como um conflito étnico. Existem contrastes políticos entre Sudan People’s Liberation Movement (SPLM) Party, e os líderes políticos do Sudão do Sul”.



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