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Sudão do Sul: Apelo dos bispos pela paz
19 de Dezembro de 2013

«Qualquer coisa que tenha acontecido nos últimos dias em Juba, estamos muito preocupados com as consequências», escrevem os líderes religiosos do Sudão do Sul, em uma mensagem divulgada na quarta-feira, 18 de Dezembro, enquanto a situação na cidade - palco de confrontos armados desde a noite de domingo - ainda não voltou à normalidade. «Há um problema político dentro do SPLM, (Movimento de Libertação do Povo do Sudão), enfatizam os religiosos, que não deve ser transformado em um conflito étnico. Infelizmente, na realidade, é isso o que esta acontecendo. Mas é um caminho que deve ser interrompido antes que seja tarde demais».

 

Os bispos afirmam que «a reconciliação entre os líderes políticos é necessária» e que «a violência não é aceitável de forma alguma como um meio para resolver disputas». «Estamos preocupados com a insegurança crescente. Hoje deveria ser um dia como tantos outros e ao invés, vemos lutas, mortes e saques. O exército deve ser controlado. Pedimos às forças de segurança, que são nossos irmãos, nossos filhos e nossos entes queridos, para terem o máximo auto-controle em relação aos civis», prossegue a mensagem.

 

«Exortamos os civis a manterem a calma e permanecerem em lugares seguros», insistem os prelados, apelando para as Nações Unidas e ONGs locais, «para que assegurem a assistência humanitária às pessoas deslocadas». «Este ano o Natal parece que será diferente daquele que esperávamos», conclui o texto da mensagem, lida na televisão e rádios pelo Arcebispo de Juba, Dom Paolino Lukudu Loro, em nome dos representantes das igrejas do Sudão do Sul, que convida a «rezar pela paz, pela reconciliação e reconstrução do nosso jovem país».



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