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Moçambique: Fim de tratado de paz e ameaça de guerra civil
22 de Outubro de 2013

Um ataque de forças do governo de Moçambique a uma base do movimento de oposição Renamo fez com que o grupo anunciasse o fim do acordo de paz que, em 1992, pôs fim à guerra civil no país.

 

Forças do governo atacaram uma base da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) em uma área de selva no centro do país, forçando a fuga do líder do movimento, Afonso Dhlakama. O movimento é o segundo partido do país.

 

Cerca de meio milhão de pessoas morreram durante o conflito que estourou em meio à guerra da independência em relação a Portugal, em 1975. A guerra se deu entre a Renamo e a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), partido que controla o poder.

 

Desde o fim da guerra civil, Moçambique enfrenta um ciclo de crescimento económico. O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse que as forças do governo bombardearam a base de Sathunjira com bombas e forte armamento.

 

Em um comunicado, a Renamo acusou o presidente Armando Guebuza de estar por trás do ataque.

 

"A atitude irresponsável do comandante geral das forças de segurança põe fim ao tratado de paz", afirmou o porta-voz do partido em Maputo. "A responsabilidade é do governo da Frelimo porque não quis ouvir as queixas da Renamo", declarou.

 

Segundo Mazanga, o objetivo do ataque era matar Dhlakama, mas o líder da Renamo conseguiu escapar para um destino ainda desconhecido.

 

Os comunicados da Renamo indicam que o partido tem planos de voltar ao front, algo que o movimento negou no passado.

 

Moçambique terá eleições locais em Novembro e eleições gerais no próximo ano.

 

A Frelimo, do presidente Guebuza, governa o país desde 1975. A Renamo se formou na mesma época e na ocasião era apoiada por dirigentes brancos que ainda estavam no poder na vizinha África do Sul e Zimbabué.



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