Página Inicial







Rep. Centro-Africana: Capital do país atravessa o ano debaixo de violência
3 de Janeiro de 2014

Bangui, a capital da República Centro-Africana, terminou o ano de 2013 na terça-feira, 31 de Dezembro, com tiroteios, manifestações de deslocados desesperados e helicópteros franceses sobrevoando a cidade, onde a violência não dá sinais de trégua. E a quarta-feira, 1 de Janeiro de 2014, começou com tiroteios que deixaram um morto e 15 feridos e levaram à fuga de centenas de civis para os acampamentos situados perto do aeroporto.

 

No fim da manhã do primeiro dia do ano, explodiram os confrontos entre os ex-rebeldes do grupo Seleka e as milícias de autodefesa cristãs "anti-balaka" em um dos bairros de Bangui próximos ao aeroporto, segundo habitantes da capital, que também relataram disparos contínuos de armas automáticas cada vez mais perto do aeroporto.             

 

No interior do acampamento, a tensão aumentou pelos rumores de infiltração de ex-rebeldes do Seleka e a revolta dos refugiados se virou para os jornalistas estrangeiros ante a falta de outro interlocutor para o conflito.      

 

Os assassinatos deixaram mais de mil mortos na capital da República Centro-Africana desde 5 de Dezembro, data do início da intervenção francesa.             

 

Nos arredores do aeroporto, cerca de 100 mil pessoas vivem em tendas improvisadas e dormem no chão, de acordo com estimativas de agentes humanitários.             

 

Estes deslocados, em sua maioria cristãos, fogem dos abusos da Seleka, formada principalmente por ex-rebeldes muçulmanos que derrubaram em março de 2013 o presidente François Bozizé.             

 

Por sua vez, os civis muçulmanos fogem da cidade, com medo de represálias das milícias "antibalaka", ou pessoas que os acusam de conluio com a Seleka.             

 

No total, a Unicef registrou 55 acampamentos de deslocados na capital, onde vivem cerca de 370 mil homens, mulheres e crianças em condições sanitárias desastrosas.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados