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Mundo: Freira congolesa premiada pela ONU
1 de Outubro de 2013

A religiosa congolesa Angélique Namaika recebeu ontem, 30 de Setembro, o prémio Nansen, na sua edição de 2013, atribuído pelo «Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados» (ACNUR).

 

"Nunca vou desistir, porque mesmo que ajude só uma pessoa já é um sucesso", disse a religiosa de 46 anos, numa cerimónia que decorreu em Genebra, Suíça.

 

A irmã Namaika trabalha com sobreviventes dos ataques da guerrilha LRA (Lord's Resistance Army) em regiões remotas do nordeste da República Democrática do Congo (RDC).

 

A religiosa católica dirige um Centro para Reintegração e Desenvolvimento, ajudando a “transformar as vidas de mais de 2000 mulheres e meninas que foram forçadas a deixar as suas casas e abusadas, principalmente pelo LRA”, refere o Alto Comissariado.

 

A ajuda estende-se a "milhares de mulheres vítimas da brutal violência sexual e de género", com "histórias de sequestro, trabalho forçado, espancamento, assassinato, violação" e outros ataques aos Direitos Humanos.

 

A própria Irmã Angélique foi, em 2009, forçada a deslocar-se em consequência da violência praticada pelo LRA.

 

"Deste trauma, ela tira parte da sua motivação para realizar o seu trabalho quotidiano com as mulheres congolesas mais vulneráveis", destaca o ACNUR.

 

O organismo da ONU, presidido pelo português António Guterres, destaca a abordagem pessoal da irmã Angélique Namaika, carinhosamente tratada por “mãe” para ajudar as vítimas a recuperarem dos danos e do trauma provocado pelos abusos e violações de Direitos Humanos.

 

António Guterres elogia, em comunicado, o trabalho “incansável” da religiosa em favor dos mais vulneráveis.

 

“As vidas destas mulheres foram destruídas pela violência brutal e a deslocação forçada. A irmã Angélique provou que mesmo uma só pessoa pode fazer uma enorme diferença na vida das famílias afastadas pela guerra. Ela é uma verdadeira heroína humanitária”, acrescenta o alto comissário.

 

Após o evento, a irmã Angélique vai deslocar-se ao Vaticano, onde será recebida pelo Papa Francisco na quarta-feira.

 

Perante os responsáveis do ACNUR, a galardoada afirmou que "o seu prémio” era também uma distinção "para todas as mulheres, jovens e crianças raptadas pelo LRA".

 

Com informações da «Agência Ecclesia».



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