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Vaticano: Cristão na política deve fazer a opção preferencial pelos pobres
15 de Novembro de 2013

Durante o primeiro encontro dos capelães parlamentares, promovido pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, o Cardeal Turkson refere que o cristão na política deve fazer a opção preferencial pelos pobres: «Uma característica dos cristãos engajados na política é, ou deveria ser, a capacidade de promover um princípio de humanidade global e coerente».

 

No encontro, os participantes analisam o acompanhamento espiritual e a promoção do bem comum em meio aos políticos. O Presidente do Pontifício Conselho, Card. Peter K.A. Turkson, abriu o evento citando a atualidade da Gaudium et Spes no que diz respeito à missão dos sacerdotes na vida política.

 

«Não se trata somente de defender posições particulares, mesmo que, às vezes, isso seja necessário. Em primeiro lugar, é preciso ajudar os responsáveis políticos a fundamentarem o próprio trabalho em bases sólidas e direcioná-lo, para que este não seja vivido somente de maneira formal, mas seja interiorizado com a reflexão e a oração».

 

Para o cardeal, a Igreja precisa se empenhar ainda mais junto aos políticos – um empenho seja intelectual, seja espiritual. «É preciso ajudar os políticos cristãos a realizarem um discernimento racional sobre o bem comum, mas ao mesmo tempo é necessário também alimentar sua esperança e sua coragem. Isso não significa que o clero deva substituir os leigos: significa, principalmente, ajudá-los a assumirem com coerência as próprias responsabilidades batismais».

 

Como exemplo dessas responsabilidades, o Card. Turkson cita a escolha preferencial pelos pobres que os políticos devem fazer e o que deriva desta escolha, como a luta contra a precariedade social e o desemprego e em favor da vida e do meio ambiente.



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