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Rep. Centro Africana: 394 mortos em três dias
9 de Dezembro de 2013

São 394 as pessoas que morreram nos episódios de violência registados entre os dias 5, 6 e 7 de Dezembro, em Bangui. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, que considerou, no domingo, que a calma havia retornado à capital centro-africana.

 

«Nos últimos três dias foram contabilizados 394 mortos. Mas a calma voltou a Bangui», acrescentou o chefe da diplomacia francesa, apesar de reconhecer que ocorreram alguns actos isolados de violência. Fabius declarou que conversou com o embaixador da França em Bangui na manhã deste domingo.

 

Na quinta-feira, milícias armadas lançaram uma vasta ofensiva em vários bairros da capital Bangui, massacrando vários civis muçulmanos, e desencadeando atos sangrentos de vingança dos integrantes do movimento Seleka contra a população aterrorizada.

 

«Algumas operações continuam em todo o país e as acções de desarmamento (dos ex-rebeldes) do Seleka irão começar», destacou o ministro.

 

Cerca de 1.600 soldados franceses foram enviados para a República Centro-Africana, onde, por ordem da ONU, devem apoiar a força africana implantada no local para restaurar a segurança no país, dominado pelo caos depois de um golpe de Estado ocorrido em Março.

 

«O nosso papel é claro e nítido: trata-se, principalmente, de uma função de segurança. Se a ordem é para desarmar, trabalhamos com os africanos» da Misca, a força africana da União Africana, que actualmente conta com dois mil e 500 soldados no país, explicou Fabius.

              

«O problema é que alguns (combatentes do Seleka) deixam os uniformes e vestem-se como civis. Essa é a dificuldade», acrescentou.

 

Há ao todo 480.000 deslocados em todo o país.



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